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Inflação volta a pressionar economia brasileira e atrasa corte de juros

Inflação volta a ganhar força no Brasil, com petróleo em alta e gastos do governo, dificultando a aceleração de cortes de juros

EM ALTA - Posto de combustível: o aumento do preço da gasolina e do diesel afeta toda a economia
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A inflação voltou a ganhar força no Brasil, pressionada pela alta do petróleo e pela expansão do gasto público do governo Lula. Em 2026, o cenário perdeu o ritmo de arrefecimento visto em 2025, quando o real valorizou frente ao dólar, e os impactos do conflito no Irã se alinharam aos preços internos.

O repique inflacionário atinge principalmente combustíveis e fretes, com spreads de preços que já começam a se espalhar por outros itens. Analistas apontam que o custo maior de insumos deve ser repassado aos consumidores ao longo dos próximos meses.

A alta de preços corrói a renda familiar e dificulta o objetivo oficial de manter juros em trajetória de queda. A seguir, os pontos centrais da conjuntura: o que aconteceu, quem está envolvido, quando, onde e por quê.

O que aconteceu

  • O IPCA-15 mostrou pressões: no diesel, alta de 16% em abril; na gasolina, aumento de 6% com reajustes ainda restritos às refinarias. A inflação de alimentos acelerou de 0,9% em março para 1,7% em abril.

Quem está envolvido

  • Governo federal sob Lula, Banco Central, Petrobras e setor supermercadista. Economistas estimam que o repasse de custos deve se espalhar pela economia, elevando a inflação de forma generalizada.

Quando e onde

  • Dados recentes, divulgados até abril de 2026, apontam para inflação elevada em todo o país. O Brasil encara um ambiente externo volátil, com quedas de oferta no petróleo e incertezas geopolíticas que influenciam preços no atacado e no varejo.

Por que aconteceu

  • O gatilho foi o aumento do petróleo após a escalada do conflito no Irã, que reduziu exportações e elevou o preço do barril acima de 100 dólares. A consequência prática é maior custo de fretes, energia e insumos para a indústria e a agroindústria.

Impactos e perspectivas

  • O IPA, indicador da FGV de insumos, subiu 3,5% em abril, a maior variação em cinco anos. A inflação de alimentos segue acelerando, e o IPCA-15 aponta trajetória de alta que pode quebrar a meta de 3% ao ano.

Juros e política monetária

  • A diretoria do Banco Central reduziu a Selic para 14,5% ao ano em 29 de abril, mas o ritmo de cortes desacelerou devido ao choque inflacionário. Analistas veem corte mais lento e restrições de crédito até que a inflação coleque-se mais próxima da meta.

Contexto internacional

  • O Federal Reserve manteve juros entre 3,5% e 3,75%, com sinais de espaço limitado para cortes no curto prazo. Especialistas apontam que cenários globais instáveis elevam a cautela das autoridades brasileiras na condução da política monetária.

Cenário doméstico

  • O governo busca manter a economia aquecida por meio de programas sociais e crédito ampliado, o que, segundo especialistas, tende a sustentar a pressão de preços. A leitura predominante é de que choques externos somam-se a decisões fiscais para manter a inflação elevada.

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