O Reserve Bank of Australia deve elevar a taxa de juros pela terceira vez consecutiva, consolidando-se como uma exceção hawkish entre bancos centrais globais. A decisão ocorre nesta terça-feira, em Sydney, com o banco buscando reforçar a combater pressões inflacionárias.
A expectativa do mercado é de alta do cash rate para 4,35%, encerrando as cortes aplicadas no ano passado. Os economistas consultados estão amplamente alinhados com esse cenário.
O aperto também aparece refletido no mercado de dinheiro, que aponta cerca de 80% de probabilidade de mais aperto após a inflação do primeiro trimestre permanecer acima da faixa de meta de 2% a 3%.
A inflação australiana, impulsionada em parte por custos com combustível, tem alimentado o debate sobre a necessidade de manter o aperto monetário. Analistas avaliam impacto de choques de oferta no cenário doméstico e global.
Contexto de inflação e divergência com pares
Entre os bancos centrais globais, o RBA se destaca pela resposta firme diante da inflação. Enquanto muitos pares optam por aguardar para observar consequências de conflitos no Oriente Médio, o banco australiano mantém o ritmo de ajustes.
A decisão é acompanhada por sinais de que a inflação dominou as leituras mais recentes, sustentando a pressão sobre a política monetária. O mercado continua atento aos próximos indicadores de preços e ao comportamento da economia.
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