Spirit Airlines informou que já está quase concluindo os reembolsos a clientes após cancelar voos de fim de semana, quando interrompeu operações. A empresa enfrenta dificuldades financeiras há anos, agravadas pela alta do preço do combustível.
A companhia contava com cerca de 4 mil voos programados até 15 de maio, antes de anunciar a decisão de encerrar atividades. Milhares de clientes ficaram sem viagens e funcionários ficaram sem suporte direto no aeroporto.
O anúncio de falência ocorreu após anos de tentativas de reestruturação e dois pedidos de proteção durante a pandemia. A inflação do combustível, associada a pressões externas, derrubou ainda mais o orçamento da empresa.
Contexto financeiro e consequências
A alta recente no custo do petróleo é citada pela Spirit como fator decisivo para o encerramento das operações, com a empresa afirmando não possuir fundos adicionais para manter o negócio.
Críticos atribuíram a queda da Spirit a choques regulatórios e a políticas públicas. O Departamento de Justiça já havia bloqueado uma fusão com a JetBlue, considerada por analistas como potencial capaz de evitar o colapso.
Secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que a gestão de Biden é responsável pelas dificuldades, citando a falha da fusão como consequência de decisões anteriores. Duffy orientou clientes a não comparecer aos aeroportos, devido à indisponibilidade de atendimento.
Senadora Elizabeth Warren reagiu, destacando que a fusão com a JetBlue reduziria competição e aumentaria preços. Em resposta, Warren publicou brevemente que o colapso ocorreu por custos elevados do petróleo e pela não aprovação de medidas por autoridades.
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