A Acerinox analisa manter vivo o plano de abrir capital nos Estados Unidos, dedicando o foco ao perímetro norte-americano do negócio. A ideia surge porque investidores europeus não parecem valorizar as capacidades da empresa, ao contrário do mercado americano. As possibilidades estão sendo estudadas pela diretoria.
O grupo sinaliza conversas em torno dessa opção e cita aquisições relevantes no país, como NAS (North American Stainless) e Haynes, para ampliar capacidade. A operação nos EUA é apresentada como reflexo de oportunidades estratégicamente mais fortes fora da Europa.
A companhia aponta que o crescimento inorgânico recente pode gerar até 300 milhões de euros de EBITDA adicional, somando-se a sinergias e ao programa Beyond Excellence. Com isso, o EBITDA totalizado poderia chegar a 500 milhões euro em um ano de atividade normal. O exercício de 2025 teve EBITDA de 422 milhões.
CBAM fortalece visão na Europa
A entrada em vigor do CBAM, desde 1º de janeiro, melhora a perspectiva europeia de negócios da Acerinox. O mecanismo incentiva menos importações de aço com origem fora da UE, especialmente da China, reduzindo a participação de mercado no continente de 24% para 10%.
Importações de aço longo continuam sob controle, com o objetivo de manter cadeias de abastecimento estáveis. O board considera aceitáveis os atuais volumes de importação, após o ajuste regulatório. O diretor-presidente, Bernardo Velázquez, ressalta a importância das medidas para a competitividade da empresa na região.
Guerra na região e impactos operacionais
A empresa afirma que o conflito na região não provocou impactos significativos nas operações. Houve apenas um atraso logístico de cerca de dez dias no transporte marítimo. O impacto financeiro estimado para o primeiro trimestre é de cerca de dois milhões de euros.
A Acerinox destaca que diversificou fontes de suprimento para reduzir vulnerabilidades. A gestão avalia que a duração e a gravidade do conflito podem alterar o cenário, mas afirma que a instituição tem monitoramento contínuo de risco geopolítico.
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