A corrida para financiar data centers de IA aumenta a pressão sobre o balanço dos grandes bancos globais. JPMorgan Chase, Morgan Stanley e SMBC estudam formas de repassar parte desse risco a investidores institucionais, sem reduzir a atuação no mercado de empréstimos.
A estratégia envolve vendas privadas de fatias de dívida e o uso de instrumentos conhecidos como Significant Risk Transfer, ou SRT. O objetivo é liberar espaço em balanços para novas operações, mantendo o acesso a recursos para projetos de infraestrutura.
Empresas credoras enfrentam desafios com o tamanho das dívidas. Bancos tentam distribuir o valor de US$ 38 bilhões em empréstimos para construção de data centers vinculados à Oracle, em Texas e Wisconsin, há mais de seis meses, segundo o Financial Times.
O que são SRTs
SRTs são instrumentos que permitem transferir risco de crédito para investidores institucionais, liberando capital para novas operações. Em data centers, porém, a estrutura é mais complexa por envolver poucos operadores, concentração alta e riscos de construção.
“Há um número limitado de operadores, alta concentração e riscos de construção significativos”, afirma Frank Benhamou, da Cheyne Capital, ao FT. Esses fatores elevam os prêmios exigidos pelos investidores.
Riscos e cenários de mercado
O aumento do endividamento para IA sustenta uma demanda acelerada por infraestrutura. Estimativas do Morgan Stanley indicam até US$ 3 trilhões em gasto com data centers até 2028, com parte financiada via mercado de dívida.
O custo de proteção contra inadimplência da Oracle atingiu níveis máximos em três anos, apontando maior percepção de risco entre credores. A CoreWeave também busca empréstimos elevados para expansão no setor, gerando atenções no mercado.
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