O governo federal lança nesta segunda-feira o Desenrola Brasil 2.0, etapa que amplia a renegociação de dívidas com juros mais baixos e uso de recursos do FGTS para abater débitos. A medida busca aliviar a renda das famílias e reduzir o endividamento.
A iniciativa foca dívidas caras, como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal não consignado e contratos do Fies. Juros limitados a 1,99% ao mês e descontos entre 30% e 90% do total devido, conforme o tempo de atraso.
Uma mudança central é a possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS para abater parte da dívida, com transferência direta da Caixa para o banco credor. A operação será intermediada pelas instituições financeiras.
O programa atende quem ganha até cinco salários mínimos e tem dívidas com atraso entre 90 dias e dois anos. As renegociações devem ocorrer diretamente nos bancos, sem plataforma central.
Prevê-se carência de até um mês para pagamentos e prazo de quitação de até quatro anos. A adesão fica aberta por cerca de três meses e deverá ocorrer por meio das instituições financeiras.
Quem aderir ficará impedido de acesso a plataformas de apostas online por um ano. O presidente Lula destacou a medida ao anunciar o programa, defendendo que não se pode renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro com apostas.
Para viabilizar o Desenrola 2.0, o governo planeja aportar entre 8 e 9 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Operações (FGO) e liberar aproximadamente 4,5 bilhões de reais do FGTS para quitação de débitos.
A primeira fase, lançada em 2023, atingiu mais de 15 milhões de pessoas e possibilitou a renegociação de cerca de 53 bilhões de reais. A nova edição visa ampliar o alcance e atacar linhas de crédito mais onerosas.
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