O dólar abriu em leve alta nesta segunda-feira (4), acompanhando o comportamento externo, após relatos de ataques iranianos a navios no estreito de Hormuz reacenderem temores sobre um conflito com os EUA. Às 9h08, a moeda norte-americana subia 0,22%, para R$ 4,9630.
Na semana passada, o dólar fechou em forte queda, de 0,97%, a R$ 4,952, em sessão de ajuste e maior apetite por ativos de risco. O feriado do Dia do Trabalho manteve o pregão ausente na sexta-feira (1º).
A sessão desta segunda também foi influenciada pela forte queda do petróleo, que amenizou temores inflacionários e estimulou o apetite por ativos de risco. O Brent caiu, enquanto o petróleo no mercado interno enfrentou volatilidade.
No mercado externo, bolsas dos EUA fecharam em alta, com S&P 500, Dow Jones e Nasdaq ganhando 1,09%, 1,68% e 0,91%, respectivamente, apoiadas por ajustes de risco diante do impasse entre EUA e Irã. Analistas destacam que o cenário continua volátil.
No Brasil, negocia-se entre riscos e perspectivas de juros, com o dólar em trajetória de queda no acumulado do mês e o Ibovespa próximo da estabilidade. A percepção de apoio aos ativos de risco depende de desdobramentos da tensão regional.
Segundo o analista Leonel Oliveira Matos, da StoneX, não há fundamento específico para o humor externo atual; o mercado devolve parte da aversão ao risco diante do conflito prolongado no Oriente Médio.
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