O preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira, com o Brent perto de US$ 112 o barril, após a agência iraniana Fars indicar que um navio de guerra dos EUA teria sido atingido por mísseis no estreito de Ormuz. A notícia elevou a apreensão quanto a uma possível interrupção prolongada do tráfego na rota de exportação de petróleo.
A escalada vem em meio a tensões geopolíticas entre Washington e Teerã, que alimentam a volatilidade no mercado. A incerteza se acumula com o risco de consequências econômicas globais caso o fornecimento seja afetado de forma significativa.
Para o mercado, o endurecimento das condições geopolíticas aumenta a percepção de risco e pode sustentar a alta dos preços. Especialistas destacam que, se o repasse de custos persistir, a inflação pode ficar pressionada e o crescimento global pode piorar.
Cenário econômico
O economista Fernando Agra comenta que a situação atual agrava a incerteza recente e dificulta decisões de agentes econômicos. Ele afirma que a continuidade da alta de preço do petróleo eleva o risco de estagflação, por combinar crescimento fraco com inflação elevada.
Segundo ele, a combinação de demanda global fraca com custos de energia elevados pode levar alguns países a entrar em recessão. O especialista ressalta que esse cenário é considerado o pior dos mundos pela teoria econômica, e alerta para a necessidade de solução rápida para evitar danos maiores.
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