Em ano eleitoral, Lula lança a segunda edição do Desenrola Brasil, prometendo perdão de até 90% de dívidas para inadimplentes. O governo pretende usar até 20% do FGTS para quitar débitos, com regras de descontos entre 30% e 90% e juros máximos de 1,99%.
A novidade prevê a inclusão de novos perfis de devedores, ampliando o alcance da política pública. Cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal passam a integrar a renegociação, além de regras específicas para o Fies, o fundo estudantil.
O plano, estruturado pelo Ministério da Fazenda, também proíbe, por um ano, o uso de plataformas de apostas online para quem aderir ao programa. A Caixa Econômica Federal mantém o papel de administradora do fundo.
A adesão dependerá da participação de credores, com a expectativa de garantir pelo menos 60% do valor aos bancos credores. O objetivo é estimular a renegociação e a recuperação de crédito ao reduzir a inadimplência.
Em março de 2026, a inadimplência atingiu 82,8 milhões de brasileiros, recorde histórico. Dados da Serasa indicam que o estoque de dívidas ainda é elevado, apesar de ações anteriores terem renegociado parte das obrigações.
O Desenrola 1, encerrado em 2024, renegociou 53 bilhões de reais para cerca de 15 milhões de pessoas. Mesmo assim, o impacto na redução estrutural da inadimplência permaneceu limitado, segundo avaliações oficiais.
Além do Desenrola, o governo aponta que a economia se beneficiaria com a destravagem do crédito e o estímulo ao consumo, caso a inadimplência recue. Pesquisas indicam queda de apoio a Lula entre jovens, em meio a um cenário eleitoral.
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