A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela oitava semana consecutiva, passando de 4,86% para 4,89%. O movimento amplia o distanciamento do teto da meta de 4,50% definido pelo Banco Central. A alta é atribuída à escalada no petróleo impulsionada pela guerra no Oriente Médio.
Considerando apenas 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana avançou de 4,89% para 4,91%. Já a projeção intermediária para o IPCA de 2027 manteve-se em 4,00% nesta leitura, após cinco semanas de elevação.
A evolução das estimativas ocorre mesmo após o Copom aumentar, na reunião de abril, as projeções para 2026 de 3,9% para 4,6% e para 2027, de 3,3% para 3,5%. A autoridade ressaltou maior incerteza com a duração dos conflitos no Oriente Médio.
Cenário de inflação e crescimento
O mercado aponta crescimento acima da projeção do BC para 2026, com 1,6% estimado pelo RPM do 1º tri. O Ministério da Fazenda projeta alta de 2,33% no PIB para este ano. A mediana para 2027 caiu de 1,80% para 1,75% após 17 semanas estáveis.
As médias para 2028 e 2029 mantiveram-se em 2,00%, respectivamente pela 112.ª e 59.ª semanas seguidas. A cotação do dólar no fim de 2026 ficou estável em R$ 5,25, após três semanas de queda, com 74 estimates atualizadas.
Para 2027, a mediana do câmbio encerra em R$ 5,30. O fim de 2028 projeta R$ 5,39 e 2029, R$ 5,40. Considerando as últimas 74 projeções, a expectativa intermediária manteve-se em R$ 5,24.
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