O governo federal anunciou a segunda fase do Move Brasil, programa de crédito para renovar a frota de veículos de carga e passageiros. O novo ciclo soma 21,2 bilhões de reais, com 14,5 bilhões do Tesouro e 6,7 bilhões do BNDES. O objetivo é ampliar o acesso a financiamento para transportadoras.
A mudança central é a expansão do leque de veículos elegíveis. Agora entram ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, além dos caminhões. Quem atua na logística com equipamentos complementares também passa a ter linhas de crédito disponíveis.
As condições financeiras ficaram mais favoráveis. O prazo pode chegar a 10 anos, com carência de até 12 meses. As taxas caem para 11,3% a 12,4% ao ano, conforme a avaliação de risco. O valor máximo por cliente sobe para 50 milhões de reais, com regra de conteúdo local.
Dentro do montante, 2 bilhões são reservados para caminhoneiros autônomos, com condições diferenciadas, incluindo a possibilidade de financiar veículos seminovos. Outros 2 bilhões vão para linhas de ônibus. A medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso para manter a vigência.
Ainda não estão definidas as taxas finais, regras operacionais detalhadas e o mecanismo de funcionamento completo. O Move Brasil 2 depende de aprovação parlamentar e de decisão do CMN sobre as condições finais. O Fundo Garantidor para Investimentos também pode ampliar o crédito para pequenas empresas.
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