Durante uma viagem de Uber de 25 minutos até o aeroporto de Adelaide, em outubro, Rocco Longo viu suas economias de aposentadoria despencarem. O investimento em Kaspa, criptomoeda pouco conhecida, era a única posição em seu fundo de pensão.
Longo, de 41 anos, atua na indústria de vinhos e chegou a ter cerca de A$ 40.000 alocados na criptomoeda. O valor caiu para pouco mais de A$ 6.000, em meio a um declínio contínuo da moeda nos últimos meses. O profissional não vê a decisão como arrepiante, segundo relatos da reportagem.
A conjuntura reflete uma tendência de mudanças no manejo de aposentadorias, com pessoas buscando opções de investimento DIY que incluem cripto ativos e outros ativos de maior risco. Em cada caso, o objetivo é ter maior controle sobre as decisões financeiras futuras.
Contexto da Tendência
Especialistas apontam que a ansiedade com a segurança da aposentadoria tem levado alguns cidadãos a diversificar além de fundos tradicionais. Investidores costumam equilibrar risco e retorno, mas a volatilidade de ativos digitais pode ampliar as oscilações no patrimônio.
Além disso, a narrativa de autonomia financeira ganha força entre quem administra pessoalmente os recursos de acúmulo para a aposentadoria. A adoção de plataformas de autogestão aumenta, mesmo diante de riscos notáveis associados a ativos de renda variável.
Entre na conversa da comunidade