Em meio ao cenário de tensões entre Estados Unidos e Irã e à disparada inicial do petróleo, a ata da última reunião do Copom ganha relevância para investidores. O documento, que será divulgado às 8h, pode indicar as expectativas para a trajetória da Selic. Nos EUA, o relatório Jolts aponta vagas abertas, influenciando o humor do mercado.
A guerra aumenta a pressão inflacionária global, refletindo nos preços da energia. O Brent opera próximo de US$ 112, com queda recente, enquanto o WTI recua, mas ainda acima de US$ 100 por barril. No acumulado do dia, o petróleo permanece volátil.
A ata do Copom prevê impactos sobre a política monetária brasileira. O BC já reduziu a taxa Selic para 14,5% na última decisão, e o documento pode sinalizar sinais de como o BC monitora o cenário externo e a inflação, influenciando futuras decisões.
Potencial impacto nas expectativas
Analistas destacam que o conflito pode reduzir o espaço para cortes adicionais, elevando as projeções do mercado para a inflação no horizonte 2026. O Focus já revisou as previsões, com a taxa terminal passando de 12% para 13%.
Nos EUA, o Jolts, com dados de março, reforça a leitura sobre o mercado de trabalho. A projeção aponta abertura de 7 milhões de vagas, acima das 6,882 milhões de fevereiro. Dados mais fortes podem sustentar pressões inflacionárias e manter juros elevados.
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