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Ata do Copom aponta preocupações do Banco Central sob tensão no radar

Ata do Copom aponta que conflito no Golfo pode restringir cortes da Selic, enquanto Jolts sinaliza abertura de vagas nos EUA

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC) — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
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Em meio ao cenário de tensões entre Estados Unidos e Irã e à disparada inicial do petróleo, a ata da última reunião do Copom ganha relevância para investidores. O documento, que será divulgado às 8h, pode indicar as expectativas para a trajetória da Selic. Nos EUA, o relatório Jolts aponta vagas abertas, influenciando o humor do mercado.

A guerra aumenta a pressão inflacionária global, refletindo nos preços da energia. O Brent opera próximo de US$ 112, com queda recente, enquanto o WTI recua, mas ainda acima de US$ 100 por barril. No acumulado do dia, o petróleo permanece volátil.

A ata do Copom prevê impactos sobre a política monetária brasileira. O BC já reduziu a taxa Selic para 14,5% na última decisão, e o documento pode sinalizar sinais de como o BC monitora o cenário externo e a inflação, influenciando futuras decisões.

Potencial impacto nas expectativas

Analistas destacam que o conflito pode reduzir o espaço para cortes adicionais, elevando as projeções do mercado para a inflação no horizonte 2026. O Focus já revisou as previsões, com a taxa terminal passando de 12% para 13%.

Nos EUA, o Jolts, com dados de março, reforça a leitura sobre o mercado de trabalho. A projeção aponta abertura de 7 milhões de vagas, acima das 6,882 milhões de fevereiro. Dados mais fortes podem sustentar pressões inflacionárias e manter juros elevados.

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