O Copom divulgou a ata da reunião realizada na terça-feira, 5, apresentando tom mais duro sobre a inflação e sinalizando cortes de juros mais lentos. O banco central reconhece inseguranças externas e riscos fiscais que pesam sobre a condução da política monetária.
O texto aponta que o ciclo de afrouxamento começou, mas deve ocorrer de forma gradual e condicionada aos próximos dados. A inflação voltou a surpreender negativamente, empurrada pelo recente choque de petróleo e pelas tensões no Oriente Médio.
Especialistas afirmam que o documento reforça uma postura defensiva. O cenário internacional, sobretudo o conflito no Oriente Médio, cria incertezas sobre impactos no mercado doméstico, incluindo combustíveis e cadeia produtiva.
No âmbito doméstico, o risco fiscal continua em foco. A ata sinaliza que cortes adicionais devem ser estudados com cautela, podendo haver pausas se a atividade não desacelerar conforme esperado.
Com isso, o BC mantém o viés de queda gradual da Selic, mas com ritmo mais calibrado. A sinalização é de que o ciclo pode terminar antes do previsto caso as condições inflacionárias ou fiscais piorem.
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