Representantes de bancos brasileiros alertaram sobre a viabilidade de colocar em prática o Desenrola 2.0 em um prazo tão curto. As preocupações foram discutidas em reuniões com o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda, ocorridas na semana passada, antes do anúncio oficial do programa pelo presidente Lula.
A reunião mais recente aconteceu na segunda-feira (4), pouco antes de Lula confirmar o lançamento do Desenrola 2.0. O governo também indicou que a medida entraria em vigor já nesta terça (5), conforme agenda anunciada. Bancos destacaram que, para efetivar os contratos, seria necessário um prazo próximo de 15 dias.
Segundo relatos, o BB (Banco do Brasil), operador do FGO (Fundo Garantidor de Operações), ainda precisa ajustar a regulamentação do mecanismo, além de colocar em funcionamento a API para integração com a plataforma e treinar equipes. Essas mudanças impactam a transição para operações em larga escala.
A edição de ontem da Medida Provisória foi publicada no Diário Oficial da União, oficializando o programa. A MP tem validade de 120 dias e depende de aprovação do Congresso para virar lei definitiva. O governo estima duração de 90 dias para o Desenrola 2.0.
Desenrola 2.0
O programa faz parte da estratégia do governo para reeleição em 2026, com foco na renegociação de dívidas. O FGO será utilizado para cobrir possíveis calotes dos beneficiários por meio de garantias aos bancos. O governo informou que R$ 2 bilhões já estão disponíveis, e há a possibilidade de um aporte de R$ 5 bilhões se necessário, sem impacto fiscal inicial.
Os beneficiários poderão renegociar dívidas de até R$ 15 mil por pessoa, com descontos entre 30% e 90%. Além disso, nesta edição, poderão usar até 20% do saldo do FGTS para quitar as dívidas. O objetivo é ampliar o alcance do programa e facilitar acordos com clientes inadimplentes. A análise técnica e operacional continua em andamento, com a expectativa de maior clareza sobre regras e prazos. Fonte: CNN Brasil.
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