A ata da 278ª Reunião do Copom não indica que o BC manterá o ciclo de queda da Selic. Diretores ressaltam que o ambiente econômico continua permeado por forte incerteza causada pela guerra no Irã, tornando o caminho da política monetária imprevisível. O documento aponta indefinição quanto à duração, extensão e desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio.
A guerra no Oriente Médio é citada como fator de preocupação para a autoridade monetária. Eventos como o possível fechamento do Estreito de Hormuz podem afetar a cadeia de suprimentos global, influenciando preços de fertilizantes e de petróleo, o que tem impacto direto na inflação brasileira.
Mercado aponta cortes até o fim do ano, segundo o último Relatório Focus. Analistas esperam cinco reduções da Selic: 0,25 ponto em junho, agosto, novembro e dezembro, e 0,5 ponto em setembro. As projeções de inflação para este ano subiram e ficaram acima do teto da meta, segundo o levantamento.
A Selic continua sendo a principal ferramenta de política monetária para controlar a inflação. Com juros mais elevados, o crédito fica mais caro, a demanda por bens e serviços tende a recuar e o IPCA pode ter pressão reduzida no médio prazo.
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