O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de segunda-feira, 4, que os Correios possuem entraves financeiros, mas que a nova gestão trabalha para equacioná-los. Ele deixou claro que o resultado negativo previsto para 2026 pode superar o prejuízo de 2025.
Durigan destacou que, em 2025, os Correios registraram prejuízo recorde, e que o ritmo atual sugere um desempenho ainda pior no próximo ano. O ministro citou o plano de reestruturação apresentado pela atual presidência, com medidas para reduzir custos, ampliar receitas e buscar parcerias nacionais e internacionais.
Ele afirmou que os Correios enfrentam o desafio de manter a universalidade de serviços em todo o país, mesmo com déficits operacionais. O ministro reiterou que não defende déficit permanente em estatal, sinalizando a necessidade de soluções estruturais.
Privatização não é bala de prata
Durigan disse não ter problemas com a privatização como opção, mas advertiu que não deve ser tratada como solução simples. Ele lembrou que o governo não privatizou tudo, apenas realizou concessões, e ressaltou que privatização não é garantia de melhoria automática.
O ministro apontou que o tema deve ser avaliado com cautela e que, para manter serviços essenciais, pode haver caminhos como joint ventures ou flexibilização da participação privada. Segundo Durigan, ajustes na cadeia logística dos Correios estão em curso para tratar armazenamento, entrega de medicamentos e notificações judiciais.
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