A Eve, subsidiária da Embraer, registrou prejuízo líquido de US$ 68,8 milhões no 1º trimestre de 2026, avanço de 41% frente ao US$ 48,8 milhões de igual período de 2025. A maioria do déficit decorre de maiores investimentos no desenvolvimento do eVTOL.
A companhia ainda está em fase pré-operacional e não espera receitas relevantes durante o desenvolvimento da aeronave. Em abril, a Eve informou ter atingido 50 voos de teste com o protótipo em escala real.
No trimestre, as despesas com P&D somaram US$ 59,1 milhões, alta de 32% na comparação anual, acompanhando o avanço do eVTOL e maior envolvimento de fornecedores. As SG&A caíram 8,9%, para US$ 7,2 milhões.
O consumo de caixa totalizou US$ 68,6 milhões no período, refletindo maior ritmo do desenvolvimento. Ao fim de março de 2026, a Eve possuía US$ 441,1 milhões em caixa, equivalentes e investimentos financeiros.
Considerando linhas de crédito não utilizadas, a liquidez total chegou a US$ 577,7 milhões, ante US$ 541,4 milhões no fim de 2025. A empresa afirma que o caixa é suficiente para financiar operações e o programa de eVTOL até 2028.
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