A Alemanha deve registrar exportações estagnadas neste ano, segundo as câmaras de comércio. A divulgação ocorreu nesta terça-feira (5). O cenário é de incerteza no Oriente Médio, com gargalos na cadeia de suprimentos e impactos da guerra com o Irã.
A DIHK havia previsto crescimento de 1,0% para bens e serviços. A entidade aponta que a economia global vive crise, refletindo diretamente nas empresas alemãs, afirma o chefe de comércio exterior, Volker Treier.
A pesquisa com 4.500 empresas que atuam no exterior aponta que 46% veem altos preços de energia como principal risco. Outros 40% mencionam disrupções na cadeia de suprimentos e 37% citam custos de matérias-primas.
Além disso, 32% dos entrevistados esperam piora das condições econômicas nos próximos 12 meses, conforme a sondagem realizada após o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.
A pesquisa indica que o impacto depende da localização geográfica. Empresas próximas ao conflito e na região Ásia-Pacífico, sem China, mostram ceticismo quanto aos próximos meses.
Empresas com operações na China, nos EUA e no Mercosul permanecem mais otimistas, segundo os autores do estudo. Treier afirma que a incerteza passa a ser o principal fator para decisões de negócio.
Variação regional
O estudo destaca diferentes sentimentos entre setores e regiões. A dependência de energia do Golfo influencia operações, especialmente para importadores da região. A leitura sugere ajuste de estratégias diante do cenário global.
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