O Copom, do Banco Central, informou em ata divulgada hoje que as últimas leituras de inflação indicam efeitos dos conflitos no Oriente Médio. Os índices ao consumidor e ao produtor ficaram acima do esperado, após uma trajetória de queda.
A decisão de reduzir a taxa Selic de 14,75% para 14,50% ocorreu na semana passada. O comitê aponta câmbio mais valorizado e commodities mais estáveis como fatores que ajudaram a moderar a inflação de bens industrializados e alimentos.
A ata ressalta que a inflação foi influenciada por fatores além da guerra. Também cita demanda aquecida e a atuação da política monetária como elementos para o processo de desinflação.
Perspectivas de inflação e desancoragem
Foi destacado o surgimento de desancoragem das expectativas, especialmente para 2028, após o início dos conflitos. O custo de desinflação em cenários com expectativas desancoradas foi citado como relevante.
O Copom reforça que, diante desse ambiente, é necessária continuidade de política monetária contracionista por mais tempo, para manter a inflação próxima da meta com menor impacto à atividade.
Mercado de trabalho e atividade econômica
A ata aponta monitoramento do mercado de trabalho, com desemprego historicamente baixo e rendimentos reais acima da produtividade. A economia doméstica mantém moderação no crescimento, com efeitos da política monetária em 2026.
O BC afirma que a atividade econômica apresentou sinais de recuperação no 1º trimestre, alinhada à previsão de crescimento do PIB, ainda que mais lento que em 2025.
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