HSBC divulgou resultados do primeiro trimestre com queda de lucros, afetados por acoes no Oriente Médio e por fraude no setor de crédito privado. A instituição, sediada em Londres, informou lucro 4% menor, totalizando US$ 9,4 bilhões, com receita de US$ 18,6 bilhões, crescimento de 6% frente ao mesmo período de 2025.
O banco aponta um aumento do potencial de perdas em empréstimos inadimplentes para US$ 1,3 bilhão, incluindo uma parcela de US$ 300 milhões relacionada ao conflito no Oriente Médio. Além disso, houve uma exposição de US$ 400 milhões a uma operação de securitização fraudulenta no Reino Unido, vinculada à divisão de banco de investimento.
A chefe financeira, Pam Kaur, descreveu o caso como idiossincrático e ressaltou que a exposição total ao setor de crédito privado é de US$ 6 bilhões, considerada pequena em relação ao balanço de US$ 1 trilhão. A gestão reiterou que mantém ampla análise de risco e diligência reforçada em operações relacionadas a crédito privado.
As ações da instituição tiveram queda de mais de 5%, sendo o maior recuo entre os componentes do FTSE 100 na manhã de terça-feira, conforme o mercado assimilava os impactos mencionados.
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