O Moody’s avalia que o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal para renegociação de dívidas, pode contribuir para a redução da inadimplência no país. A previsão é de normalização gradual da qualidade dos ativos no varejo, com efeitos limitados aos resultados dos bancos.
Segundo Lucas Viegas, vice-presidente Sênior Analista da Moody’s Ratings, o benefício para as instituições financeiras tende a ser moderado e desigual, dependendo do número de pessoas elegíveis e da sustentabilidade do fluxo de pagamentos renegociados ao longo do tempo.
O governo afirma que o programa pode oferecer descontos médios de 65% nos débitos das famílias, com garantias do Fundo Garantidor de Operações que chegam a até 15 bilhões de reais para viabilizar as renegociações com as instituições.
O Novo Desenrola Brasil foi estruturado em quatro eixos: para famílias, empresas, devedores do Fies e pequenos agricultores familiares. O eixo mais amplo trata das dívidas das famílias.
Para as famílias, os descontos variam de 30% a 90% em débitos até 31 de janeiro, vinculados a cheque especial, rotativo e parcelado do cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação, para quem ganha até cinco salários mínimos, ou até 8.105 reais mensais.
A magnitude do abatimento depende da data de origem da dívida, com maior desconto para dívidas mais antigas. As renegociações ocorrerão nos próximos 90 dias, diretamente nas plataformas dos bancos participantes.
Entre na conversa da comunidade