Pela primeira vez, a capacidade combinada de geração de energia solar e eólica na China exceedou a do carvão na matriz elétrica, segundo dados da NEA compilados pelo Carbon Brief. O marco ocorreu em 2025, abrindo nova fase para o setor energético do país.
A capacidade total de geração atingiu 3.890 GW. Solar chegou a 1.200 GW, com crescimento de 35%. A eólica somou 640 GW, alta de 23%. Já a térmica, majoritariamente carvão, cresceu 6%, para cerca de 1.500 GW.
As projeções do Conselho de Eletricidade da China indicam que renováveis e nucleares podem representar 63% da matriz em 2026, com o carvão recuando para 31%. O dinamismo se sustenta pela redução de custos e avanços em armazenamento.
O crescimento de tecnologias limpas impulsionou a economia, com usinas de armazenamento de baterias, redes de transmissão e hidrogênio verde integrando o eixo de desenvolvimento. Viabilizaram o aumento de investimentos e contribuíram para o PIB.
Ao mesmo tempo, o consumo de carvão no setor de energia cresce no curto prazo, ainda que sua participação na matriz recue. Analistas apontam incertezas quanto sustentabilidade, diante de sobrecapacidade industrial e tensões comerciais.
Consumo de carvão avança, mas participação cai
Técnicos destacam que a tendência é de queda apenas a partir de 2028, conforme a transição energética se consolida. O crescimento de veículos elétricos e baterias eleva a demanda por materiais e infraestrutura de renováveis.
Investidores veem o movimento chinês como vetor de desenvolvimento econômico global. Em Pequim, o governo tem ampliado o papel da energia verde na diplomacia, com cooperação internacional em clima e natureza.
A narrativa oficial sustenta que o país amplia seu papel como fornecedora de soluções energéticas neutras, especialmente em um cenário internacional de mudanças climáticas e reconfiguração de alianças comerciais.
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