O pregão de Wall Street operou em alta nesta terça-feira (5) mesmo com a pressão de tensões no Oriente Médio e a queda dos preços do petróleo. O S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones registraram ganhos, sustentados por balanços corporativos robustos e um calendário doméstico favorável.
O Dow Jones avançou 0,57%, para 49.218 pontos, o Nasdaq subiu 1,03% e o S&P 500 ganhou 0,84%, mantendo-se acima de 7.200 pontos. As bolsas refletiram volatilidade associada a riscos geopolíticos e ao ritmo de recuperação econômica nos EUA.
Os preços do petróleo recuaram, mas mantiveram patamares superiores a 100 dólares o barril. Brent para julho caiu para cerca de 110,4 dólares, e o WTI para junho ficou próximo de 102 dólares. O Brent fechou em 114,4 dólares na segunda-feira.
Geopolítica em foco
A escalada nos conflitos do Golfo Persa entrou em nova fase após o anúncio de um plano dos EUA para guiar navios no Estreito de Ormuz, que permanece sujeito a ataques. Países da região registraram ações de retaliação, incluindo ataques recentes a infraestrutura no Golfo.
Em meio a isso, os Emirados Árabes Unidos anunciaram fechamento parcial do espaço aéreo diante das tensões, após os ataques do Irã contra alvos no território emiradense. Analistas avaliam o impacto sobre o fluxo de petróleo e a segurança regional.
Economia e dados
O mercado de trabalho dos EUA mostrou sinais de recuperação com queda nas vagas abertas em março, acompanhada de aumento nas contratações. O ISM de serviços apontou expansão de 53,6 em maio, acima de 50, indicativa de continuidade do crescimento no setor.
O preço médio da gasolina nos EUA subiu para 4,48 dólares por galão, frente a 2,98 dólares antes do conflito. Especialistas destacam que o nível pode chegar a 5 dólares caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado neste período.
Observações finais
Autoridades americanas enfatizam que o cessar-fogo com o Irã não está encerrado, reforçando a pressão por redução de hostilidades e negociação. O cenário sugere que os mercados continuarão sensíveis a desdobramentos no Oriente Médio e a dados econômicos do país.
Com informações da CNN Internacional e da Reuters.
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