A pesquisa da WeWork, divulgada nesta quarta-feira, 6, aponta uma mudança no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o estudo, 63% dos trabalhadores já atuam totalmente de forma presencial, enquanto apenas 42% declararam que optariam por esse formato. O restante segue em modelos híbridos ou remotos.
A divulgação traz dados de uma amostra de 2,5 mil profissionais ouvidos em todo o Brasil. O objetivo é entender a experiência laboral em 2026 e captar a percepção de executivos sobre as mudanças no comportamento dos trabalhadores.
A principal conclusão aponta que muitos profissionais veem a presença física no escritório como obrigação. Entre as dificuldades, destacam-se tempo de deslocamento, aumento de gastos pessoais e ambientes de trabalho com limitações.
Problemas apontados
Para 79% dos entrevistados, ir ao escritório é visto como imposição. O deslocamento é citado por 65% e o aumento de despesas pessoais por 53%. Ambientes barulhentos aparecem em 57% das respostas, seguidos de 53% que reclamam da ausência de zonas de descanso.
O que os profissionais desejam
O estudo revela que a satisfação sobe quando o espaço do escritório é maior, com ganho de 96% nesses casos. Metade dos entrevistados valoriza espaços amplos, com itens básicos como café e lanches de fácil acesso.
Beatriz Kawakami, executiva da WeWork Brasil, reforça a ideia de criar valor no presencial. Em suas palavras, é preciso oferecer algo que compense o modelo flexível ou o home office.
O que faz diferença no ambiente
Para o vice-presidente da WeWork Latam, Claudio Hidalgo, o espaço precisa oferecer diferenciais caso o trabalhador vá ao escritório, especialmente em vez de apenas sentar e passar o dia em vídeo chamadas.
A autonomia também é destacada como ponto relevante, com 93% dos entrevistados citando equilíbrio entre vida profissional e pessoal como fundamental. A busca por qualidade de vida motiva 64% a considerar mudança de emprego mesmo com salário menor.
Entre na conversa da comunidade