Antônio Neto, criador da Braiscompany, divulgou pela primeira vez, ainda em prisão domiciliar na Argentina, uma defesa pública sobre o caso que envolve a empresa apontada como pirâmide financeira. Ele afirmou que a empresa não oferecia rendimento fixo mensal aos clientes, contrariando investigações anteriores. O vídeo foi publicado nas redes sociais do ex-empresário.
A Braiscompany é investigada por suposto funcionamento como esquema que prometia retornos por meio de investimentos em criptomoedas. Segundo autoridades brasileiras, o golpe pode ter causado prejuízo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão a cerca de 20 mil vítimas.
Condenação e prisão
Em fevereiro de 2024, a Justiça Federal condenou Antônio Neto a 88 anos e 7 meses de prisão, e Fabrícia Farias a 61 anos e 11 meses. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Federal em Campina Grande, incluindo mais oito pelos mesmos fatos.
O caso se organizou em torno de pagamentos por meio de Bitcoins enviados a wallets da empresa. O Ministério Público Federal tornou públicos os processos penais contra o casal, que fugiu durante operações policiais.
Trajetória recente no exterior
Em março de 2024, Antônio Neto e Fabrícia Farias foram presos na Argentina, no condomínio Haras Santa María, em Escobar, pela Interpol. Os dois ficaram foragidos desde a tentativa de cumprimento de ordens de prisão em 2023.
Posteriormente, Fabrícia teve direito a prisão domiciliar, concedido pela Justiça argentina, e o benefício também foi estendido a Antônio Neto. O Superior Tribunal de Justiça negou habeas corpus para o casal. Durante esse período, eles tiveram uma filha nascida na Argentina.
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