O empresário Antônio Neto, dono da Braiscompany, reagiu pela primeira vez desde a condenação por desvios que ultrapassam R$ 1 bilhão. Em uma live, ele negou as acusações de golpes a clientes e afirmou que o investimento da empresa era variável, não fixo.
Neto disse que a investigação apontou rendimentos fixos, o que, segundo ele, não ocorria na prática. Alegou ter sido alvo de difamação na mídia e afirmou ter deixado o país por proteção à família, após receber ameaças.
Ainda segundo o empresário, todo o dinheiro da empresa está sob a tutela da Justiça e não pode ser devolvido aos clientes até o fim do processo. Alega cooperação integral com as autoridades.
Contexto do caso
A investigação, iniciada em fevereiro de 2023 com a deflagração da Operação Halving, envolve supostos retornos acima do mercado em investimentos em criptomoedas. A Polícia Federal aponta um esquema de pirâmide financeira ligado à Braiscompany.
Antônio Inácio da Silva Neto foi condenado a 88 anos e 7 meses de prisão. A sócia dele, Fabrícia Farias, recebeu 61 anos e 11 meses. O casal ficou foragido por cerca de um ano e foi preso pela Interpol na Argentina, onde permanece em prisão domiciliar, aguardando extradição.
Situação atual
No começo deste ano, a Justiça decretou a falência da Braiscompany e de outras três empresas do grupo. Neto afirma estar colaborando com a Justiça e que o ressarcimento aos prejudicados depende do andamento processual.
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