Os ministros do Comércio do G7 se reuniram em Paris nesta quarta-feira para discutir garantia de fornecimento de minerais críticos, hoje dominados pela China. A reunião acontece em meio a tensões tarifárias entre EUA e UE que podem afetar a coesão do bloco.
A França pretende ver avanços concretos nos temas de terras raras e minerais estratégicos durante sua presidência do G7, com foco em reduzir a dependência de fornecedores externos. O objetivo é proteger cadeias de suprimento críticas para a indústria.
Fontes envolvidas nas negociações indicam amplo acordo sobre a necessidade de reduzir a dependência da China, porém há divergências sobre o caminho a seguir para diversificar fornecedores e manter a competitividade.
As tensões surgiram após o presidente dos EUA anunciar aumento de tarifas sobre carros fabricados na União Europeia, de 15% para 25%, citando o não cumprimento de um acordo anterior em Turnberry, na Escócia.
A Alemanha, cujo setor automotivo é fortemente exportador, participa das discussões com a ministra da Economia, Katherina Reiche, ressaltando pressões com demanda global fraca e custos de insumos.
O comissário europeu de Comércio, Valdis Dombrovkis, não foi citado diretamente, mas a UE mantém diálogo com autoridades americanas sobre as tarifas e o cumprimento do acordo de Turnberry, segundo fontes próximas às negociações.
Maros Sefcovic, comissário da UE, informou que manteve conversa com Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA, em Paris; ele planeja levar o tema ao Parlamento Europeu nesta semana.
Os ministros também discutem excesso de capacidade industrial, principalmente relacionada à China, além de propostas de reforma da Organização Mundial do Comércio para enfrentar desequilíbrios em cadeias produtivas globais.
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