A lavanderia coletiva avança como modelo de eficiência urbana, prometendo reduzir o consumo de água em até 70% e transformar o custo doméstico em ganho operacional. A tendência surge como resposta à pressão por recursos naturais e ao aumento do custo de vida.
A mudança envolve o que está por trás das tarefas domésticas básicas. Lavagem de roupas em residência pode consumir mais de 20 mil litros de água por ano, somando energia, manutenção e equipamentos. Modelos compartilhados ganham espaço pela economia de água e maior eficiência.
Em termos globais, o uso de lavanderias compartilhadas já é comum em EUA e Japão, com mais de 60% da população recorrendo a esse formato. No Brasil, esse índice fica próximo de 4%, sinalizando grande potencial de expansão.
Dados de consumo indicam que operações self-service utilizam cerca de 56 litros por ciclo, ante até 196 litros em casa. A diferença pode chegar a 70% de redução no volume de água total utilizado.
Segundo Isaelson Oliveira, CEO do Grupo Hi, o modelo doméstico nasceu quando água e energia eram mais abundantes. Hoje, a escala urbana torna soluções compartilhadas mais eficientes e estruturantes para as cidades.
A evolução também está ligada à dinâmica urbana. Imóveis menores, valorização do tempo e serviços sob demanda favorecem modelos de acesso em vez de posse. Em média, famílias perdem até 5 horas semanais com a lavagem doméstica.
Plataformas e redes de lavanderias coletivas ganham espaço com operações integradas e automatizadas. A lavanderia passa a atuar como serviço ligado à rotina urbana, reduzindo etapas operacionais e ampliando a eficiência.
A Lavanderia 60 Minutos, principal operação do Grupo Hi, amplia presença nacional, aproximando-se de 1.000 unidades e atendendo mais de 2,5 milhões de clientes. O modelo aposta em autoatendimento, tecnologia e eficiência para sustentar o crescimento.
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