A Deutsche Lufthansa reduziu prejuízo no primeiro trimestre e projeta forte verão no hemisfério norte, apesar de tensões no Oriente Médio. O grupo afirmou que o Ebit ajustado ficou negativo em 612 milhões de euros, menor que o prejuízo de 722 milhões de euros registrado há um ano. A receita foi de 8,7 bilhões de euros, alta de 8%.
A empresa opera Lufthansa, Swiss, Austrian Airlines, Brussels Airlines, ITA Airways e Eurowings. A demanda de passageiros e de cargas subiu devido ao conflito regional, segundo o grupo. A demanda positiva contrasta com custos elevados influenciados pela alta de combustíveis.
A Lufthansa informou que o preço do combustível elevou custos em 1,7 bilhão de euros até o momento deste ano, apesar de ter feito hedge de cerca de 80% da demanda de querosene para 2026. O atraso de abastecimento no Estreito de Ormuz é visto como risco adicional.
A companhia manteve a previsão de um Ebit ajustado neste ano significativamente acima de 1,96 bilhão de euros, registrado em 2025. A empresa não detalhou números específicos de guidance, mantendo foco na melhoria de rentabilidade.
Riscos e perspectiva operacional
O grupo mencionou que o cenário de alta demanda pode se manter com o verão próximo, mas ressaltou a possibilidade de interrupções por questões geopolíticas. Não houve indicação de medidas operacionais extraordinárias nos hubs.
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