O petróleo despencou nesta quarta-feira (6), com o mercado reagindo a indicações de avanços em um possível acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e restabelecer o fluxo de crude pelo Estreito de Ormuz. O dia trouxe quedas expressivas em contratos de referência.
Por volta de 9h30, o WTI, referência dos EUA, caía 7,72% para US$ 94,37 por barril. O Brent, referência internacional, recuava 6,84%, a US$ 102,36 por barril. O movimento acompanha o otimismo de que haverá acordo que permitirá negociações nucleares mais amplas.
Dois funcionários do governo dos EUA e outras duas fontes com conhecimento das negociações disseram ao Axios que a Casa Branca acredita estar próxima de um memorando de entendimento de uma página, com 14 pontos, para encerrar a guerra e estruturar negociações mais detalhadas.
Na madrugada desta quarta, o presidente Donald Trump expressou dúvidas sobre a conclusão do acordo, afirmando que seria “talvez uma grande suposição” acreditar que o Irã aceitaria a proposta. Ele também deixou aberta a possibilidade de retomar ataques se Teerã não concordar com os termos.
Um contexto relacionado: na terça-feira, Trump anunciou a suspensão temporária da operação Project Freedom, que envolve escoltar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O governo americano informou que cerca de 23 mil marítimos, de 87 países, ficaram retidos na região após o fechamento da rota pelo Irã.
Contexto das negociações
Especialistas destacam que um acordo seria crucial para normalizar o fluxo global de petróleo. Segundo Warren Patterson, da equipe de commodities do ING, aproximadamente 13 milhões de barris por dia de oferta interrompida vêm sendo compensados por estoques.
Ainda que a rota seja reaberta, a normalização do transporte e do comércio internacional pode levar semanas, segundo analistas, o que pode manter a volatilidade nos preços no curto prazo.
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