A Cloudflare informou a demissão de aproximadamente 20% de sua força de trabalho global, o que representa mais de 1.100 vagas. A medida faz parte de uma reestruturação interna, motivada pela adoção de inteligência artificial nas operações, segundo a empresa. O anúncio ocorreu na sexta-feira, 7 de maio de 2026.
A decisão é apresentada pela direção como necessária para acelerar a transição para a chamada era de IA agêntica. Em comunicado interno, o CEO Matthew Prince e a cofundadora Michelle Zatlyn disseram que a mudança é parte de uma readequação das áreas da companhia, e que a automação passa a ter papel central.
Segundo a direção, o uso interno de IA cresceu 600% nos últimos três meses. A Cloudflare reportou que, com o corte, poderá enfrentar encargos trabalhistas e financeiros de até US$ 150 milhões no segundo trimestre deste ano. Em 2025, a empresa tinha 5.156 funcionários.
No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou receita de US$ 639,8 milhões, aumento de 34% frente ao mesmo período de 2025, e um prejuízo líquido reduzido para US$ 22,93 milhões. As projeções para o segundo trimestre indicam receita entre US$ 665 milhões e US$ 666 milhões.
Entre os impactos do anúncio, as ações da empresa caíram até 24% nas negociações. Analistas apontam que o movimento reforça preocupações com custos adicionais e com o ritmo de integração de IA nas operações, apesar do resultado trimestral positivo. A expectativa para 2026 permanece otimista, com a meta de superar US$ 2,8 bilhões em receita.
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