A Lime, startup americana de patinetes e bicicletas elétricas, protocolou na Nasdaq o pedido de abertura de capital. A empresa busca um valor de mercado de cerca de US$ 2 bilhões e terá o ticker LIME. O IPO é financiado pela Goldman Sachs e pelo JPMorgan Chase.
A operação no Brasil ocorreu entre julho de 2019 e janeiro de 2020, em São Paulo e Rio de Janeiro, antes de a Lime sair do país. Na época, a empresa também abandonou outras dez cidades globais, demitindo cerca de 100 funcionários.
A Lime atua hoje em 250 cidades de 31 países, com foco na Europa e nos Estados Unidos. A América Latina ficou com Santiago, no Chile, como única cidade na região. A Uber é investidora e detém participação relevante na empresa.
Detalhes do IPO e parcerias
Segundo o prospecto, Goldman Sachs e JPMorgan são os bancos responsáveis pela subscrição. A empresa mira se reerguer após perdas no setor, impulsionadas pela pandemia e pela consolidação do mercado de micromobilidade.
Nos resultados de 2025, a receita somou US$ 886 milhões, 29% acima de 2024, mas o prejuízo líquido chegou a US$ 59,3 milhões, 75% maior que o ano anterior. O fluxo de caixa livre ficou positivo em US$ 103,8 milhões.
A margem bruta melhorou, passando de 32,4% em 2023 para 39% em 2024. A Lime alerta que ainda acumula perdas desde 2017 e que os gastos podem crescer com expansão e marketing. Wayne Ting é o CEO.
A Uber, que liderou uma rodada de 2020, detém mais de 10% da Lime, após a aquisição da Jump, divisão de bikes e patinetes. A participação da Andreessen Horowitz permanece entre as maiores acionistas, acima de 5%.
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