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Autoridade da Casa Branca diz que haverá muito petróleo ao reabrir Ormuz

Autoridade da Casa Branca afirma que, assim que o Estreito de Ormuz reabrir, haverá muito petróleo no mercado e queda rápida dos preços, no curto prazo

Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca
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O que aconteceu: o diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, afirmou que consumidores e empresas enfrentarão custos mais altos no curto prazo devido à escalada da guerra no Oriente Médio e ao aumento dos preços do petróleo e do gás. A avaliação ocorreu durante o programa Sunday Morning Futures, da Fox News.

Quem está envolvido: Hassett representa a administração americana e falou sobre o impacto nos EUA. A discussão também envolve autoridades de governo e empresas do setor energético, que acompanham a evolução da situação no Estreito de Ormuz.

Quando e onde ocorreu: as declarações foram feitas neste domingo, 10 de maio, em transmissão da Fox News. O tema acompanha o auge da volatilidade dos mercados desde o início da guerra no final de fevereiro.

Por quê: o repique dos preços é atribuído principalmente à interrupção do trânsito de petróleo pelo Estreito de Ormuz, que representa cerca de 20% do fluxo mundial. A via tem sido uma peça central nas negociações para um acordo de paz com o Irã.

Ormuz pode reabrir e aliviar custos

Hassett citou a possibilidade de abertura total do Estreito em um a dois meses. Com o retorno do fluxo de petróleo, ele espera queda rápida dos preços, possivelmente antes das eleições de meio de mandato. A projeção depende, porém, da normalização da passagem segura de navios.

A atual alta de preços persiste mesmo com a previsão de retomada. O petróleo Brent encerrou a última sessão próximo de US$ 100 o barril, em contraste com pouco mais de US$ 73 antes do conflito. Analistas do setor estimam que a volatilidade pode persistir até a retomada plena da produção na região.

Paralelamente, o preço da gasolina nos EUA aumentou, com a média em US$ 4,52 por galão, conforme dados da Associação Automobilística Americana. A variação reflete custos de produção e transporte afetados pela tensão geopolítica.

A depender da evolução do conflito, a recuperação da oferta pode levar semanas e aliás exigir reparos em instalações de energia. As empresas do setor alertam que danos estruturais podem levar anos para serem totalmente reparados, influenciando o ritmo da recuperação de preços.

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