O CEO da Aramco, Amin Nasser, afirmou que a perda de aproximadamente 1 bilhão de barris de petróleo nos últimos dois meses atrasou a recuperação dos mercados de energia. O comentário ocorreu após a empresa divulgar lucro líquido do primeiro trimestre, com alta de 25%.
Segundo Nasser, o mundo enfrenta estoques globais baixos agravados por anos de subinvestimento. O bloqueio iraniano ao estreito de Hormuz reduziu o transporte marítimo e elevou os preços, pressionando a oferta global.
A Aramco afirmou que reabrir rotas não equivale a normalizar o mercado. Para mitigar a crise, a companhia utiliza o oleoduto Leste-Oeste para levar petróleo ao Mar Vermelho, considerada por Nasser uma linha vital.
Rotas alternativas e foco regional
Apesar das mudanças logísticas, a Aramco mantém a Ásia como prioridade estratégica, fundamental para a demanda mundial. O uso de rotas alternativas visa reduzir vulnerabilidade diante de tensões na região e manter o fluxo de energia.
Nasser ressaltou que a recuperação global dependerá da estabilidade de suprimentos e do suporte regulatório, sem prever conclusão rápida do desequilíbrio.
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