O CIO da Pimco, Dan Ivascyn, afirmou em entrevista ao Financial Times que a guerra no Irã pode levar o Federal Reserve a adiar ainda mais os cortes de juros e, em alguns cenários, elevar as taxas. A justificativa envolve a disparada dos preços de energia provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
A escalada no custo da energia cria um novo desafio para a política monetária dos EUA, já sob pressão para reduzir a inflação em direção da meta de 2% do banco central. Segundo Ivascyn, a dinâmica inflacionária e a incerteza associada tornam conversa de cortes de juros menos provável no curto prazo.
A presidente-executiva da Franklin Templeton, Jenny Johnson, comentou para o FT que a inflação tende a ser mais difícil de controlar para o Fed, com investidores buscando proteção contra a inflação em determinados ativos. O comentário reforça o ambiente de incerteza sobre o ritmo de alta ou cortes de juros.
O Federal Reserve manteve os juros inalterados nas duas últimas reuniões, com a maioria do mercado mantendo expectativa de baixa de juros no curto prazo, mas aumentando a incerteza sobre os próximos passos. Três presidentes regionais divergiram da decisão de abril, apontando uma inclinação menor para afrouxamento.
A votação de abril, 8 a 4, foi a primeira desde 1992 com quatro dirigentes votando contra a decisão tomada. O presidente Donald Trump tem pressionado o Fed a reduzir juros desde retornar ao cargo, mantendo o escrutínio sobre a condução da política monetária.
Analistas do Goldman Sachs, em nota publicada recentemente, estimaram que o Fed deve adiar dois cortes de juros para dezembro de 2026 e março de 2027, mantendo a inflação do núcleo do PCE próxima de 3% devido aos custos de energia.
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