O conflito armado aumenta as emissões de gases de efeito estufa. Se as forças militares do mundo fossem um país, seriam o quarto maior emissor, atrás de China, EUA e Índia, segundo pesquisa recente. Emissões estimadas em cerca de 2,7 bilhões de t de CO₂e por ano.
A análise aponta que o cálculo inclui consumo energético de bases e frotas, mas ignora itens como fabricação de munições, logística e resíduos de guerra. O estudo destaca que esses itens representam a maior parte das emissões associadas ao conflito.
Entre os dados, o estudo da Conflit and Environment Observatory indica que a guerra na Ucrânia gerou 311,4 milhões de t de CO₂ em quatro anos. Incêndios e reconstrução totalizam grande parte dessas emissões.
Em Gaza, o estudo publicado na revista One Earth aponta 33,2 milhões de t de CO₂ em 15 meses, equivalente a um ano de emissões de países como a Hungria. O impacto é de escala global, não restrito ao território em conflito.
O relatório ressalta que o custo climático não entra nos inventários oficiais com a devida abrangência. Em 2025, apenas seis países reportaram dados desagregados de emissões militares à UNFCCC, e grande parte do mundo não informa.
A crise climática é alimentada pela lógica de crescimento militarizado, segundo especialistas. O uso de recursos para guerra desvia investimentos de transição energética, saúde, educação e resiliência climática.
Deslocamentos, destruição de infraestrutura e deslocamento de refugiados aparecem entre as fontes de emissões indiretas. A cadeia causal pode ligar choques geopolíticos a pressões sobre florestas, terras e ecossistemas distantes.
Em síntese, o custo ambiental da guerra extrapola fronteiras. A comunidade científica aponta que medir apenas o PIB não basta para avaliar bem-estar ambiental e social. São necessárias métricas que incorporem danos ao capital natural.
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