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Habilidades que o corporativo não ensina: seis fundadoras aprendem sendo mães

Mães fundadoras dizem que a maternidade aperfeiçoa liderança em inovação, acelera decisões e fortalece cultura e legado, diante de uma lógica de disponibilidade infinita

Nara Iachan (Loyalme), Vanessa Poskus (Uppo) e Tatiana Pimenta (Vittude): mães e fundadoras no ecossistema de inovação — Foto: Montagem/PEGN
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A maternidade está redesenhando a forma como lideranças do ecossistema de inovação dirigem suas startups. Em homenagem ao Dia das Mães, seis fundadoras relatam como a experiência de ser mãe transformou estratégias, decisões e estilos de gestão, sem reduzir a ambição.

Entre relatos, destaca-se que a disponibilidade quase ilimitada já não é pré-requisito. As fundadoras mostram que maternidade pode aumentar foco, resiliência e visão estratégica, ao mesmo tempo em que impõe aprendizados sobre equilíbrio e rede de apoio.

A história de Lara, da Vittude, ilustra o planejamento por trás da decisão de congelar óvulos em 2019, para dedicar-se ao crescimento da empresa. Hoje, aos 44, tornou-se mãe pouco antes de completar dez anos de atuação da startup.

Mudanças na liderança e no ecossistema

Mariana Dias, CEO da Gupy, reforça que o ecossistema ainda atua como se a maternidade não existisse, mantendo uma lógica de disponibilidade constante. Ela aponta que muitas mulheres, na prática, elevam o desempenho ao se tornarem mães.

Nara Iachan, cofundadora da Loyalme, descreve um ajuste de ritmo: ficar menos presente em reuniões para manter a operação estável, confiando mais no time. A experiência ensinou a manter o equilíbrio entre cobrança e autonomia.

Vanessa Poskus, dona da Uppo, afirma que a maternidade exige escolhas com foco no que importa em cada fase. A líder destaca que a culpa não constrói resultados, enquanto a consciência estratégica impulsiona a continuidade do negócio.

Dani Junco, da B2Mamy, ressalta que a organização da rede de apoio é essencial. Ela afirma que é preciso planejar a jornada para não depender apenas da disponibilidade de tempo dedicado aos filhos.

Dias, da Gupy, voltou a ser mãe recentemente ao lado da companheira Bruna Guimarães. Ela acredita que a presença de Liz reforça a vontade de construir culturas que não restringem carreiras, incluindo a maternidade como elemento de liderança.

Tatiana Pomar, da hiSofi, destaca a importância da inteligência emocional para times de alta performance. Em cenário de rápidas mudanças tecnológicas, a gestual de pessoas e limites é decisiva para entregar valor aos clientes.

O que muda na prática

Para Tatiana Pomar, a maternidade ajuda a lapidar perfis, estabelecer limites e lidar com pressões, ego e frustração. Em um ambiente onde tecnologia avança rapidamente, o foco em cultura e pessoas se torna diferencial competitivo.

Pimenta, da Vittude, aponta que a maternidade não diminui a ambição; ela amplia o senso de legado. Hoje, a liderança também envolve desenhar uma organização que permita que a filha cresça vendo mulheres em posições decisivas.

Conclui-se que, embora as jornadas variem, o consenso é de que a maternidade acrescenta habilidades úteis para empreender: tomada de decisão rápida, adaptação contínua e resiliência, especialmente em cenários de imprevisibilidade. Fontes: PEGN.

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