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Reforma tributária altera finanças das empresas e amplia uso de IA na gestão

Split payment acelera a saída de tributos do caixa e exige revisão de fluxo financeiro, enquanto IA reforça governança de dados na gestão e no ERP.

Alexandre Barreto, Julio Nogueira, Ozoni Argenton, Valmir Hammes, palestrantes do Senior Experience: reforma tributária na pauta (Divulgação/Divulgação)
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A reforma tributária avança e já impacta decisões de caixa, crédito, formação de preços e margem nas empresas. O tema, antes restrito a fiscal e contábil, ganhou relevância prática com a transição regulatória em curso. O Senior Experience 2026 trará debates sobre o assunto em São Paulo, dia 21 de maio, no Transamerica Expo Center.

A adaptação depende da qualidade dos dados, da integração entre áreas e da capacidade de simular cenários antes que impactos cheguem à operação. A condução envolve leitura de documentos fiscais, créditos e conciliações, alinhando ERP e governança de dados.

O split payment passa a separar o imposto no momento do pagamento, reduzindo o espaço do crédito de giro. Empresas precisarão reavaliar capital de giro e entender o comportamento do caixa diante da nova lógica.

Split payment muda o caixa

O efeito imediato está no fluxo financeiro: o imposto não fica mais no caixa do fornecedor, indo direto ao governo. A prática altera o ciclo de liquidez e exige ajustes de planejamento financeiro.

A apuração assistida ganha importância, com o governo cruzando débitos e créditos a partir de documentos fiscais. Conciliação entre leitura do Fisco e registro interno passa a ser crítica para decisões embasadas em dados.

A fiscalização passa a usar dados e inteligência artificial para cruzar informações e identificar riscos. Empresas devem elevar a qualidade de análise para antecipar riscos com base em dados consistentes.

ERP ganha peso estratégico na gestão

O ERP deixa de ser mero registro e passa a interpretar negócios. Segundo Valmir Hammes, é preciso simular cenários, acompanhar créditos e conciliações, detectar inconsistências antes que vire risco.

A mudança exige integração entre áreas: fiscal, financeiro, contabilidade, compras e vendas. Leituras incompletas de créditos ou distorções na base de cálculo afetam custo, preço e competitividade.

IA transforma o backoffice com responsabilidade

A IA tende a reduzir tarefas repetitivas e ampliar produtividade no financeiro, contábil e compliance. Governança de dados é essencial para evitar erros gerados por informações desatualizadas ou inconsistentes.

Alexandre Barreto destaca que IA sem boa governança de dados gera riscos. Dados de qualidade embasam decisões, previsões e automação, especialmente em grande volume de operações.

Perspectivas para o período de transição

A preparação para a reforma deve ocorrer antes da obrigatoriedade plena. O objetivo é reduzir impactos no caixa, melhorar previsibilidade e manter competitividade frente a empresas mais bem preparadas.

Segundo especialistas, a transição exige visão integrada, tecnologia robusta e capacidade de interpretar dados de forma precisa. O Senior Experience 2026 reunirá mais de 2 mil participantes com foco em tecnologia, gestão e IA.

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