A Saudi Aramco alertou sobre uma possível perturbação de longo prazo no mercado de petróleo, ligada ao fechamento quase completo do Estreito de Ormuz. A empresa informou ganhos expressivos no primeiro trimestre, impulsionados pelos preços da commodity e pela capacidade de redirecionar exportações por meio de um oleoduto que contorna a passagem estratégica. O CEO Amin Nasser afirmou por e-mail que, se o comércio permanecer reduzido por semanas, a normalização pode ocorrer apenas em 2027.
A Aramco registrou receita líquida ajustada de 126 bilhões de riyais (US$ 33,6 bilhões), alta em relação ao mesmo período do ano anterior, com aumento das vendas de petróleo bruto, combustíveis refinados e produtos químicos. A empresa manteve dividendos estáveis e destacou que o ganho veio dos preços mais altos e do reuso de rotas de exportação, como o oleoduto Leste-Oeste.
Contexto e desdobramentos
O mercado encara riscos adicionais com o conflito no Oriente Médio, em curso há três meses, e negociações entre EUA e Irã que avançam lentamente. O tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece quase paralisado, enquanto os preços do petróleo flutuam em torno de US$ 100 por barril. A Aramco indicou que o volume de exportação via Yanbu não atingiu plenamente o nível pré-guerra, mesmo com o redirecionamento para o porto no Mar Vermelho.
A empresa informou que vendeu petróleo a US$ 76,90 por barril no trimestre, ante US$ 64,10 no trimestre anterior e US$ 76,30 um ano antes. O fluxo de caixa livre ficou em US$ 18,6 bilhões, com dividendos trimestrais de US$ 21,9 bilhões mantidos. O nível de alavancagem da companhia subiu para 4,8% no período. A Aramco programou teleconferência com analistas para esta segunda-feira.
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