Os preços dos bens industriais devem deixar de contribuir de forma tão positiva para o IPCA em 2026, avaliam economistas. O movimento ocorre mesmo com o real valorizado, diante de pressões já existentes no cenário externo.
A estabilidade recente do indicador tem sido puxada por um comportamento mais benigno em bens industriais nos últimos dois anos, ajudando a conter a inflação. Entretanto, surgem novos agentes de pressão.
A disparada do petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, amplifica as altas de preços industriais. Além disso, a inflação exportada pela China influencia o ambiente global, contribuindo para a percepção de menor contribuição positiva em 2026.
Especialistas destacam que as dinámicas de preços no petróleo e as mudanças no cenário econômico mundial devem reduzir o efeito deflacionário de bens industriais no IPCA. O efeito exausto depende de novas variáveis internacionais.
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