As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira, com ações chinesas alcançando o maior nível em quase 11 anos. O impulso veio principalmente do setor de tecnologia e do otimismo em torno da inteligência artificial, aliado a força das exportações. O monitoramento também ficou atento ao impasse entre Estados Unidos e Irã.
Na região, o Kospi, de Seul, subiu 4,32% e fechou aos 7.822,24 pontos, influenciado por fabricantes de semicondutores. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,05%, para 26.406,84 pontos. Na China continental, o Xangai Composto ganhou 1,08%, aos 4.225,02 pontos. Em contraste, o Nikkei 225, de Tóquio, caiu 0,47%, para 62.417,88 pontos.
Fatores de reação no mercado
As ações ligadas à tecnologia sustentaram o avanço chinês, com o otimismo em IA fortalecendo a demanda por componentes e serviços. Dados de abril mostraram recuperação das exportações da China, impulsionadas por pedidos de indústrias associadas à IA e fornecedores que se preparam para estoques.
O índice de preços ao produtor da China superou expectativas em abril, alcançando o maior nível em 45 meses, enquanto a inflação ao consumidor acelerou. Analistas da CITIC Securities destacaram que a demanda global por computação de IA tende a sustentar as exportações de semicondutores, beneficiando custos de fabricação na China.
Perspectivas e riscos
A pauta de atenções inclui a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, com tópicos como Irã, Taiwan e IA na agenda. Analistas da Nomura apontam que o encontro pode ajudar a reduzir tensões entre as duas potências por meio de diplomacia de alto nível.
Paralelamente, o mercado acompanha o impasse entre EUA e Irã, que mantém o Estreito de Ormuz sensível e pressionando os preços do petróleo. O presidente americano rejeitou a resposta iraniana a uma proposta de paz, chamando as exigências de Teerã de inaceitáveis.
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