O dólar fechou em leve baixa frente ao real, em meio a incertezas sobre as negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio. A moeda terminou o dia em R$ 4,891, queda de 0,06% frente ao fechamento de sexta-feira. Na parcial da sessão, chegou a tocar R$ 4,904.
A Bolsa de Valores abriu a semana em queda, com o Ibovespa recuando 1,19%, aos 182.908 pontos. O recuo amplia a perda da semana passada, já que o índice caiu 1,7% na semana anterior e 7,32% desde o início de abril, quando chegou aos 200 mil pontos. No acumulado de 2026, o indicador ainda registra ganho.
Petróleo opera em alta neste início de semana. O Brent fechou a US$ 104,21 o barril, alta de 2,88%, ampliando desde o início da crise no Irã a elevação superior a 40%. O WTI para junho avançou 2,78%, para US$ 98,07 o barril.
Incertezas sobre inflação e política monetária
Os indicadores de inflação ganham atenção no mercado. A mediana das estimativas para o IPCA deste ano subiu de 4,89% para 4,91%. Caso confirmado, a taxa ficaria acima da meta do CMN por 1,5 ponto percentual.
A expectativa para o IPCA de abril, a ser divulgada pelo IBGE, é de alta de 0,7%, a maior para o mês desde 2022. Nos EUA, há expectativa de inflação de 0,6% para o mês anterior.
Cenário geopolítico e impactos no mercado
Negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem avanço claro para um acordo de paz. Teerã enviou uma posição defendendo o fim do conflito e a segurança no Golfo Pérsico, mas o país exige garantias para o trânsito de petróleo pelo Estreito de Hormuz. O governo iraniano afirmou não ceder diante de pressões externas.
A reação do governo dos EUA foi dura. Um chefe de governo norte-americano classificou a proposta iraniana como inaceitável, etapa que aumenta a incerteza sobre o ritmo das negociações. Analistas destacam que o impasse pode manter pressão sobre juros, inflação e câmbio no curto prazo.
Para especialistas ouvidos pelo mercado, a ausência de um desfecho tecnológico eleva volatilidade nos ativos locais, com impacto mais intenso sobre setores sensíveis a juros e crescimento. A agenda econômica permanece dependente de desdobramentos no Oriente Médio.
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