O dólar fechou quase estável, cotado a 4,89 reais na sessão desta segunda-feira (11), com leve queda de 0,05%. A cautela no mercado externo foi consequência da ausência de avanços nas negociações entre EUA e Irã.
A moeda brasileira resistiu ao ambiente externo mais desfavorável, apoiada pela alta dos preços do petróleo e pela taxa de juros doméstica elevada. Operadores destacaram liquidez reduzida e apetite limitado por apostas fortes.
Cenário externo e petróleo
As tensões no Oriente Médio mantiveram o petróleo em alta, sustentando o Brasil. O contrato WTI para junho subiu 2,78%, para 98,07 dólares o barril, enquanto o Brent para julho avançou 2,88%, a 104,21 dólares.
Trump reiterou, em tom firme, que a proposta de paz do Irã seria inaceitável. No Irã, autoridades disseram não estar dispostas a renunciar a armas nucleares, sinalizando continuidade do impasse diplomático.
Impactos no câmbio e no mercado local
O dólar rompeu o piso de 4,90 reais na última sexta-feira, abrindo espaço para ajustes técnicos. No cenário interno, investidores aguardam o IPCA de abril, com a mediana das estimativas em 0,67%.
O índice DXY operou próximo de 98 pontos, enquanto o petróleo puxou ganhos em moedas ligadas à commodity. Treasuries dos EUA registraram altas de retorno acima de 1%.
Perspectivas e ajustes
Analistas ressaltam que a liquidez reduzida aumenta a propensão a movimentos técnicos. Projeções indicam possível pausa no dólar para ajustes após a movimentação recente, com expectativa de viés de baixa gradual.
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