Empresas iranianas iniciaram demissões em massa nas últimas semanas, em meio a prejuízos econômicos agravados pela guerra com os Estados Unidos e Israel. A informação é publicada pelo New York Times, com base em autoridades locais e dados setoriais.
O governo iraniano contribuiu para o quadro ao restringir a internet, dificultando operações de várias companhias. Além disso, uma ofensiva naval dos EUA mira o Irã para pressionar negociações, elevando a tensão econômica.
Antes do conflito, a economia já enfrentava sanções, inflação e desvalorização do rial. Os novos ataques comprovam agravamento da crise, com impacto direto nas fábricas, na cadeia de suprimentos e no emprego.
Setor digital sufocado
A indústria de tecnologia iraniana, antes símbolo de potencial, sofre com o apagão de internet. A interrupção é estimada em perdas diárias que chegam a milhões de dólares, segundo especialistas.
A Digikala, conhecida como a Amazon do Irã, desligou 3% da sua força de trabalho, cerca de 200 empregos. A Kamva já anunciou o fechamento de atividades.
Desempenho industrial e mercado de trabalho
Tecelagens no oeste e no norte do país demitiram centenas de trabalhadores devido à escassez de matéria-prima. Líderes sindicais afirmam que muitas unidades operam apenas de forma nominal.
O Conselho de Coordenação das Indústrias estima que até 3,5 milhões de trabalhadores podem ser afetados pelo recuo setorial. A ausência de contratos renovados e redução de horas de trabalho são citadas como sinais do impacto.
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