O CEO e presidente do conselho da BlackRock, Larry Fink, manifestou grande otimismo com as oportunidades trazidas pela inteligência artificial. Em Nova York, durante evento promovido pela BlackRock e pela AmCham, com apoio do Valor, ele afirmou que a IA pode ter efeito deflacionário e ampliar ganhos para a economia brasileira.
Fink reconheceu desafios de curto prazo ligados à IA e a outros fatores geopolíticos, como a guerra no Irã, mas destacou um cenário positivo de longo prazo para investidores. Segundo ele, os lucros corporativos superam projeções, as margens melhoram e a IA deve trazer avanços na saúde.
O executivo criticou a ideia de uma bolha de IA, dizendo que a demanda oscila acima da oferta, gerando pressão por suprimentos. Para ele, o Brasil pode se beneficiar com o aumento na oferta de energia, diante da demanda com IA, especialmente em comparação com a China, que se prepara para atender esse mercado.
Além disso, Fink ressaltou a abertura brasileira para a tecnologia, citando o Pix como exemplo de inovação bemsucedida. Em meio a incertezas globais, ele enfatizou a necessidade de sistemas de aposentadoria individualizados, com o próprio beneficiário atuando como investidor ativo.
Perspectivas para a inclusão financeira e infraestrutura
Fink apontou a contratação de infraestrutura maciça para a digitalização e descarbonização, estimando investimentos da casa dos trilhões de dólares, incluindo milhares de bilhões de dólares apenas nos Estados Unidos. Ele destacou a importância de contas para crianças, para estimular participação precoce no investimento.
Paralelamente, o executivo comentou sobre mudanças políticas na América Latina, citando Venezuela e Argentina como exemplos de governos que vêm se alterando nos últimos 15 anos. O tom foi de provável evolução institucional, ainda que sem detalhar prazos ou ações específicas.
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