A gestão do Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, voltou a abrir posições compradas em petróleo por meio de opções, diante da escalada de tensões no Oriente Médio. A decisão visa proteger o portfólio ante uma possível alta nos preços da commodity, conforme a leitura da equipe.
O fundo manteve exposição à renda variável tanto no Brasil quanto no exterior, sem direcionalidade em renda fixa local. Nos EUA, a alocação segue em juros reais e em inflação implícita, com a maior parte das posições em moedas zeradas por disciplina de risco. Restaram apenas opções de compra em real.
A equipe destaca que continua em ouro e prata, mantém a proteção de crédito da Arábia Saudita e reintroduziu posições compradas em petróleo. A alocação de crédito local foi preservada, seguindo a visão de cenário de demanda e preços mais altos para commodities.
Contexto de mercado e cenário técnico
Segundo a gestora, o conflito no Oriente Médio permanece sem solução, com consumo contínuo de estoques globais de petróleo e derivados. Estima-se que, em meados de junho, possa haver uma fase mais aguda de queda de demanda, reforçando a proteção para um petróleo mais caro.
A Verde aponta que o mês teve a evolução do conflito entre EUA e Irã como tema central, marcada por um cessar-fogo inicial. Mesmo assim, o estreito de Hormuz continua sem resolução, o que impacta preços de petróleo e risco de interrupções logísticas.
Desempenho e leitura de mercado
A gestora aponta alta de 2,71% do Verde em abril e ganho acumulado de 7,41% em 2026, acima do CDI no período. O ambiente de IA puxou o desempenho das ações globais, enquanto o fluxo externo para a bolsa brasileira mostrou acomodação em abril.
Apesar das mudanças de tema, a Verde mantém olhar atento a oportunidades dependendo da evolução do mercado local. A estratégia envolve manter proteções para cenários de petróleo mais caro sem abandonar posições em ativos defensivos.
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