A Goldman Sachs vê superávits em conta corrente impulsionados pela IA na Coreia do Sul e em Taiwan. Economistas liderados por Andrew Tilton projetam elevações de juros, com duas altas de 25 pontos-base na Coreia do Sul e dois aumentos de 12,5 pontos-base em Taiwan neste ano.
Segundo o relatório, as exportações de tecnologia com foco em IA devem levar os superávits a níveis recordes. A Coreia do Sul pode superar 10% do PIB e Taiwan mais de 20% até 2026, mesmo diante da dependência energética da região.
A performance das exportações de semicondutores é o principal motor, dizem os analistas. As exportações sul-coreanas ligadas à IA podem triplicar, chegando a quase 30% da produção econômica neste ano, enquanto Taiwan deve ultrapassar 30% do PIB.
A Equação aponta que as contas correntes continuarão elevadas mesmo com o custo da energia importada do Oriente Médio. O impacto sobre os balanços de chips versus energia tende a dominar as oscilações nos preços de energia, afirma o grupo.
O relatório indica ainda que o superávit da Coreia do Sul tem dirigido recursos para ativos no exterior, enquanto Taiwan tem canalizado recursos para depósitos em moeda estrangeira. A eventual valorização cambial é mencionada como pressão adicional.
A expectativa é de que o ciclo econômico siga com dois trajetos distintos: crescimento mais rápido em Taiwan e recuperação mais lenta na Coreia do Sul, aponta o estudo. A previsão de crescimento total aparece como favorável ao risco político e à volatilidade.
No cenário para 2026, o Goldman projeta PIB da Coreia do Sul em 2,5%, frente 1% em 2025. Taiwan pode acelerar para quase 10% em 2026, diante de 8,7% no ano anterior, segundo os economistas.
Entre na conversa da comunidade