O resultado trimestral dos grandes bancos norte-americanos em 2026 mostra forte dependência de atividades de trading, impulsionadas por oscilações do mercado ligadas a conflitos internacionais, como a guerra na região iraniana, e a volatilidade de commodities. O primeiro trimestre foi marcado por flutuações rápidas nos preços de petróleo e por anúncios de políticas macroeconômicas que influenciaram operações e comissões.
Seis bancos dos EUA lideram o ranking de valor de mercado e registraram receitas de cerca de 140 bilhões de dólares no período, com lucro agregado superior a 40 bilhões. Entre eles, Bank of America, Morgan Stanley, Citi, JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Wells Fargo apresentaram resultados recordes em várias linhas de negócio.
O motor do desempenho foi o trading e as comissões associadas. JPMorgan Chase, por exemplo, mostrou forte expansão nas receitas de mercados de renda fixa e renda variável, decorrente de maior atividade de clientes em moedas, commodities e crédito. As operações de trading passaram a responder por cifras relevantes no total de ganhos do banco.
A banca de investimento também contribuiu para o desempenho, com Goldman Sachs registrando expressiva alta na área de assessoria, superior a 80% em relação ao mesmo período do ano anterior. O conjunto do setor tem se beneficiado de maior atividade de clientes e de spreads mais altos em operações de mercado.
De acordo com analistas, o desempenho� de resultados também foi impactado por fatores macro, como o fechamento de vias comerciais que elevou preços de petróleo e pressões inflacionárias. Mesmo com volume de fusões em queda, a atividade de consultoria permaneceu robusta para várias instituições.
Na comparação entre as lideranças, JPMorgan foi destaque ao registrar aumento expressivo nas receitas de trading, que superaram expectativas, segundo avaliação de instituições de pesquisa. O banco justificou o desempenho com elevação da atividade de clientes, especialmente em câmbio, commodities e crédito, compensando recuos em outras linhas.
Perspectivas e riscos
O presidente-executivo da JPMorgan, Jamie Dimon, sinalizou, em teleconferência de resultados, que o setor encara riscos crescentes, entre eles volatilidade de energia, incerteza comercial e déficit fiscal de governos. Mesmo assim, a instituição ressaltou a resiliência da economia dos EUA, apoiada pelo consumo doméstico.
Ao redor do Atlântico, analistas apontam que a economia espanhola mantém certa resiliência, mas a distância entre bancos europeus e norte-americanos continua ampla. Entre os 20 maiores bancos, apenas o Santander figura entre eles, destacando a maioridade da banca dos EUA no ranking global.
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