As três maiores petroleiras da Europa lucraram até US$ 4,75 bilhões com a volatilidade gerada pela crise no Irã e pela intervenção dos EUA na Venezuela. O ganho veio principalmente das mesas de trading, que atuam comprando e vendendo petróleo para aproveitar diferenças de preço entre mercados.
Entre janeiro e março, as divisions de trading da Shell, BP e TotalEnergies registraram entre US$ 3,3 bilhões e US$ 4,75 bilhões a mais no faturamento, na comparação com o trimestre anterior. Os lucros totais dos grupos cresceram US$ 6,9 bilhões no período.
A despeito da crise, as empresas europeias mostraram maior desempenho que rivais americanos, cuja dependência é mais ligada à produção. ExxonMobil e Chevron enfrentaram resultados diferentes, com impactos limitados no trading.
Desempenho das mesas de trading
Ações das três companhias cresceram após divulgar resultados, refletindo a força das atividades de trading. A BP teve a maior contribuição, seguida pela Shell e pela TotalEnergies, em meio à volatilidade dos preços do petróleo.
Executivos destacaram o papel estratégico das operações de trading como diferencial competitivo, especialmente em períodos de incerteza. Os grupos também ressaltaram a gestão de risco associada a esse modelo de negócio.
Entre as operações mais lucrativas, a TotalEnergies registrou ganhos acima de US$ 1 bilhão com apostas em petróleo de Dubai e Omã, comprando cargas disponíveis. As demais empresas também reportaram ganhos relevantes com estratégias de ponta.
Contexto de mercado e perspectivas
Desde o início da crise, o Brent passou por oscilações acentuadas, com recordes de preço em abril. As dinâmicas de rota marítima e suprimento global contribuíram para a volatilidade que alavancou o trading das empresas europeias.
Investidores reagiram positivamente aos resultados, com alta de ações da BP e TotalEnergies e leve alta da Shell, após o período de volatilidade. Exxon e Chevron, por sua vez, apresentaram trajetórias distintas no mesmo intervalo.
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